10 de maio de 2010

undefinedUm novo grupo, criado para promover o desenvolvimento e certificação de biocombustíveis sustentáveis para uso na aviação, terá a participação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Anunciada nesta segunda-feira (10/05), a Aliança Brasileira para Biocombustíveis de Aviação (Abraba) nasce com a participação de nove empresas e entidades brasileiras ligadas à aviação, para acelerar a busca por opções renováveis que substituam com igual ou maior eficiência os combustíveis derivados de petróleo.

“Sem dúvida a formação da Abraba é um passo importantíssimo, que cria condições para um avanço na pesquisa e desenvolvimento por combustíveis de aviação de baixo carbono. A UNICA está comprometida neste sentido e dará seu apoio à iniciativa,” afirmou Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da entidade.

Inicialmente, participam da Abraba as seguintes entidades e empresas: Algae Biotecnologia, Amyris Brasil, Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso (ABPPM), Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Azul Linhas Aéreas, Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., GOL Linhas Aéreas Inteligentes, TAM Linhas Aéreas, TRIP Linhas Aéreas e a UNICA.

A Embraer, uma das maiores fabricantes de jatos regionais do mundo e uma das mentoras da Abraba, acredita que o trabalho conjunto da nova aliança terá vital importância. “O compromisso da Abraba com o desenvolvimento da um combustível sustentável para a aviação coloca o setor brasileiro da aviação em posição privilegiada para atingir esse objetivo com mais rapidez e eficiência,” comenta o diretor de estratégias e tecnologias para o meio ambiente da empresa, Guilherme de Almeida Freire.

Alternativas

Na sua origem, a Abraba compartilha a preocupação mundial com mudanças climáticas, que tem levado a uma crescente demanda por fontes energéticas renováveis. Para a nova aliança, o aumento das emissões dos gases causadores do efeito estufa, aliado às incertezas sobre a disponibilidade dos combustíveis de origem fóssil, reforça a necessidade de se buscar novas alternativas.

Neste contexto, a aviação civil tem um papel fundamental. Desta forma, atestam os membros da Abraba, empresas e instituições vêm realizando diversas atividades e projetos para contribuir com o desenvolvimento de alternativas que alcancem a redução das emissões desses gases, com segurança e maior eficiência energética. A utilização de biocombustíveis sustentáveis produzidos a partir de biomassa é observada pela entidade como fundamental para manter o crescimento da indústria de aviação em uma economia de baixa emissão de carbono.

“Será um salto qualitativo chegarmos um biocombustível para a aviação que seja sustentável e produzido em escala industrial principalmente no Brasil, em um momento de aguda transformação da aviação civil mundial. Mudanças,  aliás, em que custos e sustentabilidade entram mais do que nunca em pauta”, conclui Szwarc.

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