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UNICA, MMA e Anfavea se unem por nova metodologia

25 de setembro de 2009

Em comunicado conjunto distribuído nesta sexta-feira (25/09/2009), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciaram a formação de um Grupo de Trabalho, que vai produzir uma nova proposta de medição de emissões veiculares. O Grupo terá 40 dias para produzir essa proposta, contados a partir do momento em que se reunir pela primeira vez.

“A decisão é muito oportuna e mostra uma vontade de melhor atender ao consumidor e esclarecer as informações desencontradas que foram divulgadas sobre esse assunto nos últimos dias”, avaliou o presidente da UNICA, Marcos Jank.

No dia 16/09, o Ministério do Meio Ambiente divulgou em Brasília os resultados de um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), com resultados de emissões baseados em apenas três poluentes e sem considerar emissões de CO2, o principal causador do aquecimento global e alvo de esforços mundiais para sua redução. O estudo levou à conclusão que automóveis flex movidos a gasolina e não etanol são menos poluentes.

O estudo foi duramente criticado pela UNICA no mesmo dia em que foi divulgado, por utilizar uma metodologia que além de não considerar o CO2, também deixa de fora outros poluentes importantes que, se considerados, permitiriam uma avaliação mais precisa. A UNICA também frisou que os poluentes que ficaram de fora do cálculo são, também, os que beneficiariam a avaliação de veículos movidos a etanol.

No comunicado conjunto, as três partes informam que a busca por uma nova metodologia de medição de emissões veiculares se faz necessária “considerando a necessidade de tornar mais clara a informação a ser prestada aos consumidores de veículos e visando estimular o consumo consciente.” Entre os principais objetivos da ação, o comunicado cita “o estabelecimento de formas claras e simples de divulgação de valores de emissões, que permitam o amplo entendimento das informações pelo público consumidor e pelos órgãos de imprensa.”

O comunicado menciona ainda como objetivo o “perfeito entendimento do uso de combustíveis renováveis, quanto à emissão de gases do efeito estufa,” aspecto visto como essencial pelo presidente da UNICA. “Com a preocupação crescente que se nota em todo o mundo com as mudanças climáticas, não faria sentido utilizar um método de medição de emissões que não levasse em conta, justamente, esse detalhe tão fundamental para o mundo,” concluiu Jank.

A data da primeira reunião do novo Grupo de Trabalho ainda não foi anunciada.