12 de novembro de 2021

A construção de rotas para a redução da pegada de carbono no setor de transporte, passando pelas indústrias automotiva e de biocombustíveis, foi tema de painel no Pavilhão Brasil na COP26, em Glasgow, nessa quinta-feira (11).

Apresentando o etanol como uma das rotas complementares para a construção na nova era da mobilidade sustentável, o diretor de Inteligência da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Luciano Rodrigues, destacou a importância de programas, como o Renovabio e o Combustível do Futuro, no processo de redução das emissões. “Se trata de um desafio complexo, portanto, exige soluções que sejam integradas e sistêmicas.”

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, ressaltou que necessidade de ampliação da participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes, além de um trabalho de educação com os consumidores sobre os benefícios dos combustíveis renováveis no combate às mudanças do clima. “O Brasil tem um ativo que é muito importante, precisamos combinar esses ativos, essas qualidades, essas vantagens, para poder talvez avançar de forma diferente dos outros países”, afirmou.

Fechando o painel, o secretário da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, Carlos Alexandre Jorge da Costa, aproveitou a oportunidade para destacar a visão sobre o país como líder em mobilidade sustentável em todo o mundo. “A palavra-chave é flexibilidade. Um momento de grandes transformações tecnológicas, a flexibilidade tem enorme valor. Apostar em um caminho ‘a’, ‘b’, ‘c’ ou ‘d’, e colocar todas as fichas com enorme volatilidade não é, nem nunca foi, na história das evoluções tecnológicas, o caminho mais adequado”.

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