2 de junho de 2017

Engajada em discussões e iniciativas voltadas à valorização das energias renováveis na matriz mundial, em especial na construção de políticas públicas voltadas à descarbonização do transporte no Brasil, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) aplaude e ratifica o posicionamento do governo brasileiro sobre a decisão dos Estados Unidos em deixar de se comprometer com o Acordo de Paris.

É decepcionante saber que os EUA, sendo um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, descartam a oportunidade de implementar uma economia robusta de baixo carbono, uma vez que são os maiores produtores de biocombustíveis, com destaque para o etanol. Segundo a presidente da UNICA, Elizabeth Farina, “a entidade continuará trabalhando em favor do cumprimento do Acordo do Clima ratificado pelo Brasil no ano passado, na COP22, e espera que outras nações fiquem firmes em suas metas de desenvolvimento sustentável”.

O Acordo

Em 2015, durante a Conferência do Clima (COP21), realizada na capital francesa, quase 200 países assinaram o Acordo para contribuir de forma mútua com a redução das emissões de gases de efeito estufa até 2030 e, desta forma, frear o aquecimento do planeta, mantendo a temperatura média da Terra abaixo de 2º graus. O Congresso Nacional ratificou o compromisso do Brasil no dia 12 de setembro de 2016, estabelecendo a meta geral de redução 43% das emissões domésticas de gases de efeito estufa (GEEs).

Diante disso, o setor sucroenergético brasileiro terá um papel fundamental. Nos próximos 14 anos, o País deverá ter 18% de participação de biocombustíveis em sua matriz energética. Para o mercado de etanol, isso significa produzir até lá aproximadamente 50 bilhões de litros. Também está previsto aumentar de 10% para 23% o uso de energias renováveis (eólica, solar e biomassa) na matriz elétrica.

Publicações Recentes

Preço do etanol atinge maior vantagem frente à gasolina desde 2018

Preço do etanol atinge maior vantagem frente à gasolina desde 2018

O etanol hidratado ampliou sua vantagem competitiva frente à gasolina comum, que chegou ao maior patamar dos últimos oito anos, desde 2018. Em São Paulo, o preço médio do etanol hidratado chegou a R$ 3,70/litro e a gasolina a R$ 6,39/litro na última semana. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Votação pelo nome do senador Rodrigo Pacheco para o TCU

Posicionamento UNICA sobre o E32

Os estudos que embasaram a adoção do E32 foram conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia, seguindo metodologia técnica construída no âmbito do Programa Combustível do Futuro, com participação de representantes do governo, da indústria automotiva, da cadeia de combustíveis e da academia.

Veja Também

Mitsubishi lança em agosto primeiro utilitário V6 flex do Brasil

Mitsubishi lança em agosto primeiro utilitário V6 flex do Brasil

A partir de agosto, a Mitsubishi vai introduzir no mercado brasileiro a Pajero Sport versão bicombustível, movida a etanol, gasolina ou qualquer mistura de ambos. O veículo, com motor V6, é o primeiro utilitário esportivo (SUV, na sigla em inglês) com seis cilindros que utilizará tecnologia flex no Brasil.

“Os utilitários são parte de um mer

ler mais
Mitsubishi lança em agosto primeiro utilitário V6 flex do Brasil

Adoção de E12 na Argentina reforça potencial do etanol

A elevação da mistura de etanol à gasolina de 10% para 12% (E12) na Argentina é mais uma demonstração da importância estratégica deste biocombustível no cenário internacional. Indutor de desenvolvimento econômico e forte redutor de emissões de CO2,

ler mais