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UNICA reforça importância do biocombustível etanol na COP21

8 de dezembro de 2015

Durante a palestra, Elizabeth Farina, presidente da UNICA, ressaltou o potencial da cana-de-açúcar para que o pais atinja suas metas de redução de emissões

Elizabeth Farina durante o evento promovido pela SRB na COP21

As discussões ambientais continuam a todo o vapor na 21ª reunião da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), que está acontecendo em Paris (França). A presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, marcou presença no debate sobre uso sustentável das terras no Brasil promovido pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), realizado em 7 de dezembro.

A discussão teve como pano de fundo as Intended Nationally Determined Contributions (INDC) do País, que pretende atingir a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética até 2030, o que demandaria um consumo anual de 50 bilhões de litros de etanol para fins carburantes. Durante o congresso, que também teve como objetivo criar um ambiente que torne o Brasil reconhecido pela comunidade internacional como um dos países mais sustentáveis do mundo, a presidente da entidade defendeu a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia para o combate das alterações climáticas.

“A produção de cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, e o etanol produzido é capaz de reduzir as emissões em até 90%, se comparado à gasolina. Se a meta proposta de 50 bilhões de litros anuais for atingida, até 2030 teremos reduzido as emissões em 1,15 bilhão de toneladas de CO2. Apenas para colocar este número em perspectiva, isto representaria duas vezes o total de emissões de gases de efeito estufa emitido por um país do porte da China”, disse Farina.

A executiva informou também que, do ponto do uso da terra, esta expansão também deve trazer benefícios ao meio ambiente na medida em que a expansão da cana ocorre prioritariamente em áreas de pastagens degradadas, o que permite, segundo dados da Embrapa, uma fixação de, pelo menos, 5 toneladas de CO2 por hectare plantado.

Farina ressaltou, ainda, que hoje apenas 0,5% do território brasileiro é utilizado para a plantação de cana-de-açúcar para etanol. “É importante reforçar que a produtividade da cana-de-açúcar deve dobrar nos próximos 10 anos a partir da disseminação de novas tecnologias, como variedades de cana mais produtivas e resistentes e com o etanol de 2ª geração. Com um plano de longo prazo e mais investimentos, será possível crescer e colaborar ainda mais na redução de emissões ao longo dos próximos anos”, completou.

A participação da UNICA na Conferência é mais uma iniciaitiva do projeto que a entidade mantém junto à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que desde 2008 cuidam da promoção da imagem do etanol brasileiro de cana como energia limpa e renovável no exterior.