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UNICA vê benefícios para setor sucroenergético com IPI zerado para carros flex

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11 de dezembro de 2008

A decisão do governo brasileiro de desonerar temporariamente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) anunciada nesta quinta-feira (11/12/2008), pelo Ministério da Fazenda, é boa para as montadoras e também para a indústria da cana-de-açúcar. A opinião, baseada nas vendas de automóveis novos no País, é do presidente da União da Indústria de Cana-de Açúcar (UNICA), Marcos Jank.

“Mesmo com a queda nas vendas de veículos novos nos últimos dois meses, a parcela de carros vendidos que é flex-fuel continua muito elevada, perto dos 90% de todos os automóveis vendidos no País. Com a decisão do governo, além de economizar no combustível e dar uma contribuição importante para o meio ambiente, os compradores de carros flex darão ainda mais sustentação á demanda por etanol no mercado interno”, comentou Jank.

De acordo com o Ministério da Fazenda, os carros com motor 1.0 ficam livres do IPI de 7%, enquanto os automóveis com motor até 2.0 passam a pagar metade do imposto: 5,5% sobre carros flex e 6,5% para os movidos a gasolina. Jank destaca que além dos ganhos para proprietários de carros flex com o uso do etanol, a economia no preço do veículo novo também tem grande importância em um momento de incertezas econômicas.

Não haverá alteração nas alíquotas do IPI para automóveis com motores acima de 2.0. A medida passa a vigorar nesta sexta-feira (12/12/2008) e permanece até; 31 de março de 2009. O objetivo, segundo nota oficial do Ministério da Fazenda, é preservar empregos e promover um ajuste gradual na produção e nas vendas do setor automotivo, barateando temporariamente a compra de automóveis novos.