14 de junho de 2010

Diretrizes divulgadas pela Comissão Européia para definir a sustentabilidade de biocombustíveis que poderão ser importados pelos países membros no futuro, divulgadas no dia 10 de junho, demonstram comprometimento mas ainda precisam de definições mais claras. Em nota divulgada em inglês após a divulgação das diretrizes, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) avalia que detalhes importantes ainda precisam ser melhor explicitados, para que produtores de biocombustíveis possam desenvolver esquemas de certificação que atendam as exigências européias.

O representante-chefe da UNICA para a União Européia, Emmanuel Desplechin, considerou as diretrizes divulgadas pelos europeus “um importante primeiro passo,” que inclui exemplos de conformdade e aponta algumas boas práticas de gestão. Ao mesmo tempo, questões importantes peramencem indefinidas, como o critério para definição de pastagens ricas em biodiversidade, expressão citada periodicamente por autoridades européias.

“Precisamos também saber como os europeus pretendem definir terras degradadas. Nossa sugestão à Comissão Européia é que preencham estas e outras lacunas o mais rápido possível, para que a indústria brasileira da cana-de-açúcar tenha uma estrutura clara para operar,” afirmou Desplechin.

O executivo da UNICA ressalta na nota que as práticas ambientais do etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil são referência global e a indústria está comprometida em não somente demonstrar conformidade com as exigências de sustentabilidade da União Européia, mas também ir além dos critérios estabelecidos. A notalembra ainda que a indústria brasileira de cana-de-açúcar já está dando passos rumo à uma certificação, por exemplo, por meio da Better Sugar Cane Initiative (BSI), uma mesa redonda internacional que reúne produtores, compradores, consumidores finais e organizações sem fins lucrativos.

“A BSI está estabelecendo critérios transparentes e verificáveis para a produção sustentável dos produtos da cana-de-açúcar, focando na contínua melhora das questões sociais, ambientais e econômicas, como a produtividade do solo, uso racional da água, gerenciamento do lixo, manutenção da biodiversidade e condições de trabalho justas,” conclui Desplechin.

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