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Usina movida a biomassa de cana poderá atender cidades do MS

20 de outubro de 2011

undefinedUm conjunto de cidades abastecido com energia elétrica sustentável, produzida a partir do bagaço de cana-de-açúcar. O projeto inédito deve sair do papel graças ao trabalho conjunto da Usina Vista Alegre, do Grupo Tonon Bioenergia, e da Enersul, distribuidora de energia elétrica no Mato Grosso do Sul (MS). A idéia é fornecer este tipo de energia, limpa e renovável, a municípios próximos à usina quando surgirem imprevistos no sistema de fornecimento da região ou mesmo para a manutenção preventiva ou corretiva.

O gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar de Souza, lembra que a bioeletricidade tem um potencial de mais de 13 mil MW médios no Brasil,  equivalente a quase três usinas como a de Belo Monte. “Significa uma reserva energética instalada principalmente no coração do centro consumidor do País, que evita custos de transmissão e com balanço francamente favorável em termos de emissões evitadas,” afirmou. Segundo ele, exemplos como o da Usina Vista Alegre e da Enersul “ajudam na garantia do fornecimento local, sobretudo quando há instabilidade no sistema elétrico”.

Em maio foram realizados testes para o fornecimento de bioeletricidade pela Usina Vista Alegre a cinco cidades e um distrito do Mato Grosso do Sul: Jardim, Bela Vista, Caracol, Nioaque, Porto Murtinho e Conceição, no distrito de Nioaque. Os testes apresentaram resultados  satisfatórios de estabilidade e qualidade da energia e farão parte de um estudo que será apresentado, por técnicos da Enersul e da Usina Vista Alegre, no XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica, que acontecerá entre 23 e 26 de outubro, em Florianópolis (SC).

Solução técnica

Segundo Souza, a possibilidade de usinas sucroenergéticas atenderem determinadas regiões, no caso de uma interrupção do fornecimento de energia elétrica pela distribuidora, pode ser vista como uma solução técnica ideal, principalmente ao consumidor.

Para Marco Janduzzo, um dos autores do estudo pela Usina Vista Alegre, “a possibilidade para a Enersul significa maior flexibilidade para desligamentos programados ou não, mantendo assim a continuidade no atendimento de seu mercado e consequentemente evitando o desgaste da image