28 de fevereiro de 2019

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) entregou hoje, em cerimônia realizada em São Paulo, o Certificado Energia Verde para 50 usinas produtoras de bioeletricidade. Desde 2015, o Certificado é concedido a empresas produtoras de energia limpa e renovável produzida a partir da biomassa da cana-de-açúcar. O programa é uma iniciativa da UNICA em parceria com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e apoio da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL).

A vice-presidente do Conselho de Administração da CCEE, Solange David, e o diretor-técnico da ABRACEEL, Alexandre Lopes, entregaram os certificados para os representantes dessas usinas, que fazem parte dos seguintes grupos econômicos associados à UNICA: Fernando Figueiredo (Adecoagro), Luiz Henrique Dias (Atvos Agroindustrial), Márcio Rogério Comin (Balbo), Valesca Godoy (Biosev), Ricardo Carvalho (Bunge Açúcar & Bioenergia), Emilaine Lopes Costa (Clealco), Eduardo Henrique Oliveira (Cofco International Brasil), Luiz Claudio Barreira (Ipiranga Bioenergia), Rafael Liziero (Nardini), Claudemir Toledo (Pitangueiras), Ivan Magalhães (Raízen), Fernanda Machado (São Martinho), Roberto Perosa (Tereos Açúcar & Energia Brasil), Luciana Portellinha (Usina S. João) e Luiz Alberto Capelari (Zilor).

Ao todo, 64 usinas sucroenergéticas detêm o Certificado Energia Verde. Juntas devem produzir, ao longo de 2019, um total de 19.598 GWh, tanto para o autoconsumo das unidades industriais quanto para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Essa geração de energia renovável é equivalente a abastecer mais de 10 milhões de residências o ano inteiro, superior a toda geração anual de carvão mineral e a evitar a emissão de 6 milhões de tCO2. Além disso, por ser uma geração concentrada no período seco e crítico do SIN, estima-se que poupe 13% da energia armazenada total nos reservatórios das hidrelétricas no submercado Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 60% do consumo de energia elétrica no país.

O Certificado Energia Verde é concedido a usinas produtoras de bioeletricidade, que cumprem quesitos ambientais e de eficiência energética, e também para consumidores de energia no mercado livre, que recebem o chamado Selo Energia Verde. O Certificado e o Selo Energia Verde representam a primeira certificação no Brasil específica para a energia produzida a partir da biomassa da cana-de-açúcar. A lista das 64 usinas certificadas pode ser acessada aqui.

Primeira comercializadora certificada

“Neste ano, promovemos ajuste no programa, passando a conceder o Selo também para comercializadoras de energia elétrica, desde que atendidas as diretrizes do programa, além da usina geradora de bioeletricidade e do consumidor no mercado livre. A primeira empresa contemplada foi a Nova Energia”, comenta Zilmar de Souza, gerente de Bioeletricidade da UNICA. O diretor da Nova Energia, Gustavo Doná Machado, recebeu o Selo Energia Verde.

“Esse momento para a UNICA e o Programa de Certificação da Bioeletricidade é muito importante, porque ano a ano o programa se consolida, respondendo a uma exigência cada vez mais latente do mercado por empresas ambientalmente responsáveis”, afirma Zilmar de Souza, gerente de Bioeletricidade da UNICA.

A concessão tanto do Certificado quanto do Selo Energia Verde é sem taxas para os participantes do programa.

Publicações Recentes

Veja Também

Chuva prejudica a moagem e qualidade da cana na primeira quinzena

Chuva prejudica a moagem e qualidade da cana na primeira quinzena

volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil totalizou 31,17 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de outubro, 17,95% abaixo do montante registrado na mesma quinzena do ano anterior (38,00 milhões de toneladas) e queda de 8,15% em relação ao valor observado na última metade de setembro de 2

ler mais
Chuva prejudica a moagem e qualidade da cana na primeira quinzena

Avanço do E15 nos EUA pode ampliar perspectivas para o etanol

A inauguração nos Estados Unidos da primeira bomba a oferecer o E15, combustível com 15% de etanol misturado à gasolina, além de expandir a oferta de etanol no mercado americano, pode representar uma oportunidade comercial para o biocombustível produzido no Brasil, principalmente com a retomada da expansão da produção brasileira prevista para

ler mais