21 de novembro de 2019

A Vale do Paraná, dos grupos guatemalteco Pantaleon e colobiano Manuelita, é a segunda usina a obter certificação na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) com 100% das áreas elegíveis no programa. A unidade recebeu o reconhecimento em 18 de novembro pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Agora, a usina já está apta a emitir e comercializar os créditos de descarbonização (CBios) a partir de janeiro.

Inaugurada em 2008, a usina está localizada em Suzanápolis, no interior paulista, e em março deste ano preparou a auditoria de seus processos agroindustriais. Em junho, a unidade foi a primeira do setor sucroenergético a colocar em consulta pública seus dados para receber a certificação.

O RenovaBio é uma política nacional que tem como finalidade traçar um método conjunto para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética quanto para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE). Diferentemente de medidas tradicionais, o RenovaBio não propõe a criação de imposto sobre carbono, subsídios, crédito presumido ou mandatos volumétricos de adição de biocombustíveis a combustíveis e o objetivo da comercialização dos CBios é compensar a venda de combustíveis fósseis e poluentes.

“Para a Vale do Paraná é de suma importância ter obtido esta certificação que está de acordo com a filosofia de sustentabilidade que tem sido a essência de nossos patrocinadores por mais de 170 anos”, disse Alberto Otoya, diretor da usina Vale do Paraná.

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