O encontro do avanço da tecnologia de produção de etanol com as inovações do setor automotivo marca a construção de um caminho para a mobilidade sustentável. E, diante dos desafios no combate à mudança do clima, o etanol se apresenta como uma das rotas tecnológicas para a descarbonização do setor de transportes, já que é o biocombustível com a menor pegada de carbono do mundo.

As razões?

Formas
Cana-de-açúcar

Motor a combustão

Quando comparadas as emissões, hoje, o etanol já é o combustível mais limpo do mundo. Assim, o uso do biocombustível em motores a combustão representa redução nas emissões de gases que agravam o efeito estufa.

Veículos Híbridos

Veículos híbridos

Com os veículos híbridos flex, combinação de motores elétricos e a combustão, quando abastecidos com etanol se transformam nos carros mais limpos do mundo.

Energia

Célula a combustível

No avanço da tecnologia, o próximo passo será a bioeletrificação dos carros. Com células a combustível, os veículos poderão gerar energia elétrica on board, a partir do hidrogênio contido no etanol.

Estimativa de emissões de gee no ciclo “poço à roda” (G CO2 EQ./KM)

ESTIMATIVA DE EMISSÕES DE GEE NO CICLO “POÇO À RODA” (G CO2 EQ./KM)

O uso de etanol tem papel relevante na redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) por quilômetro rodado. No Brasil, veículos flex abastecidos exclusivamente com etanol emitem, atualmente, entre 30 e 55 gramas de CO2 eq./km. Nos veículos híbridos flex, rodando com etanol, esse nível de emissões reduz para o intervalo entre 25 e 35 g CO2 eq./km, em função da maior eficiência energética.

Veículos elétricos consumindo energia da matriz brasileira, que tem a cana-de-açúcar como principal fonte renovável, também apresentam emissão reduzida, com valores entre 20 e 55 g CO2 eq./km. Já a emissão de veículos elétricos em países europeus, Estados Unidos e China, esse intervalo varia entre 10 e 130 g CO2 eq./km – essa variação está relacionada, essencialmente, à fonte de energia elétrica adotada em cada país.

Com aplicações adequadas e tecnologias inovadoras, haverá espaço para a convivência de todas as opções para a mobilidade sustentável de longo prazo. Veículos híbridos e elétricos utilizando bioenergia podem ser um fator importante de equalização social e econômica, permitindo que a infraestrutura de reabastecimento dos veículos elétricos dedicados seja implementada onde e quando for necessário, racionalizando investimentos.

A posição do Brasil é privilegiada, com amplas possibilidades de geração de energia renovável em diversas formas e conhecimento avançado para o desenvolvimento de tecnologias veiculares alinhadas com as tendências futuras.

Nesse contexto, é essencial que se desenvolvam políticas públicas focadas na neutralidade tecnológica, na avaliação das emissões de GEE ao longo do ciclo de vida dos produtos e em diretrizes que explorem plenamente o conceito de sustentabilidade. O objetivo deve ser a mitigação do aquecimento global, colocando-o acima dos interesses particulares.

Esse é o verdadeiro combustível do futuro.