O setor sucroenergético e de bioenergia nasceu com o Brasil. E, ao longo dos séculos, se tornou um dos principais pilares da economia e do desenvolvimento nacional. O país é o maior produtor mundial de açúcar, o segundo do mundo na fabricação de etanol, além de o setor ser a quarta fonte de geração de energia elétrica no Brasil.
A experiência brasileira na produção e consumo de bioenergia é referência mundial. Em 1931, foi registrada a primeira lei que estabeleceu a mistura de etanol anidro na gasolina. A partir do final da década de 70, o biocombustível também passou a ser usado para abastecer os veículos – primeiro dedicados – e, posteriormente, os motores flex.
Etanol
Diante dos desafios no combate à mudança do clima, o etanol se apresenta como uma das rotas tecnológicas para a mobilidade sustentável, já que é o biocombustível com a menor pegada de carbono do mundo.
Açúcar
Fonte de energia e bem-estar, o açúcar é o adoçante mais popular do mundo. A cana é uma das matérias-primas mais eficientes e sustentáveis para a produção do açúcar.
Bioeletricidade
Quarta principal fonte de energia elétrica no Brasil, a geração de bioeletricidade pelo setor sucroenergético ajuda a equilibrar o fornecimento no país, já que o maior volume é gerado no período mais seco do ano.
CBIO
O Crédito de Descarbonização, que faz parte do RenovaBio – a maior política de descarbonização do mundo -, pode ser considerado o principal ativo para a redução das emissões de gases que intensificam o efeito estufa.
Novos energéticos
Nos últimos anos, o setor vem ampliando o seu portfólio de energéticos. Temos o maior potencial para a geração de biogás e biometano, substituto do gás natural e diesel, e grande potencial para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e combustível marítimo.
Produtos do Setor
Ao longo dos anos, o setor tem contribuído de forma significativa para a ampliação da oferta de bioenergia limpa e renovável no Brasil. Nosso portfólio de energéticos, que estava restrito a etanol, açúcar e bioeletricidade, se expandiu com a produção de biogás e biometano, e se encaminha para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e combustível marítimo.
Com isso, fortalecemos o Brasil como um dos países com a maior matriz energética renovável do mundo – 50%, bem acima da média mundial (14,3%) e dos países desenvolvidos da OCDE (13,2%) no uso de energias limpas e renováveis, contribuindo de maneira significativa para que o país atinja as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa assumidas no Acordo de Paris, além de proporcionar ganhos ambientais e socioeconômicos.
Principais números do setor
Área de produção
Nos últimos 20 anos, de 2004 a 2024, a área de cultivo de cana-de-açúcar dobrou, chegando à marca de 10 milhões de hectares. Somando a área de milho de segunda safra, são quase 13 milhões de hectares destinados à produção de etanol no Brasil.
O avanço da área de canaviais se deu, principalmente, em áreas de pastagens degradadas. Com a rotação de culturas, a produção de bioenergia não impactou na produção de alimentos, que também registrou crescimento no país.
Considerando apenas os dados dos 117 signatários do Protocolo Etanol Mais Verde, em São Paulo, entre 150 e 200 mil hectares são destinados à rotação de culturas como amendoim, soja e outras culturas alimentares anualmente. Inclusive, São Paulo é o principal produtor de amendoim por usar essas terras.