Na desafiadora trajetória de combate à mudança do clima, os mercados de compensação de carbono foram promovidos como parte importante da solução. No Brasil, o Crédito de Descarbonização (CBio) pode ajudar o país atingir as metas de redução das emissões de CO2.

 O CBio, que faz parte da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), pode ser considerado o principal ativo para a redução das emissões de gases que intensificam o efeito estufa. Cada crédito representa uma tonelada de CO2 que deixou de ser emitida.

Para atingir a redução efetivas das emissões, o RenovaBio estipula metas anuais para que distribuidoras de combustíveis neutralizem as emissões com a venda de combustíveis fósseis a partir dos Créditos de Descarbonização.

Por que os CBios são importantes?

Como é um título negociável na bolsa de valores, o CBio estimula que a produção de biocombustíveis no Brasil seja ainda mais sustentável, com investimento em novas tecnologias e eficiência. Porque quanto mais eficiente, mais créditos a usina pode gerar.

A Nota de Eficiência Energética-Ambiental (NEAA) é definida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) depois de auditoria do processo produtivo das usinas.

No caso do etanol, por exemplo, as empresas com menor intensidade de carbono precisam de cerca de 617 litros do biocombustível para gerar um CBio.

O CBio também é alternativa para o mercado voluntário, podendo ser usado por empresas e pessoas como forma de neutralização de suas emissões de CO2.

Meta de descarbonização e limite inferior/superior

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