Diante dos desafios no combate à mudança do clima, o etanol se apresenta como uma das rotas tecnológicas para a mobilidade sustentável, já que é o biocombustível com a menor pegada de carbono do mundo. Hoje, no Brasil, o etanol é produzido tendo como matéria-prima tanto a cana-de-açúcar quanto o milho.

Podendo ser usado puro (etanol hidratado) ou misturado à gasolina (etanol anidro), o uso de etanol contribui de forma significativa para a conservação ambiental e melhoria da qualidade do ar com a redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa. Na comparação com a gasolina, o biocombustível reduz em até 90% as emissões de CO2.

De 2003, ano do lançamento dos carros flex, a março de 2025, o uso de etanol evitou que mais de 730 milhões de toneladas de CO2 fossem lançadas na atmosfera. Para efeito semelhante na natureza seria necessário cultivar 5,1 bilhões de árvores pelos próximos 20 anos.

EMISSÕES EVITADAS POR ANO
MILHÕES DE TONELADAS

Formas
Emissões evitadas por ano

Além da redução da poluição, a produção de etanol significa preservação ambiental. Com a criação e o desenvolvimento de programas, como o RenovaBio – a Política Nacional de Biocombustíveis que estimula a substituição de combustíveis fósseis por renováveis e prevê desmatamento zero – , o setor sucroenergético produz com cada vez mais eficiência e sustentabilidade.

Produção de etanol no Brasil

cana e milho SAFRA 24 | 25

Formas
Produção de Etanol

Tipos de etanol | combustível

ETANOL HIDRATADO

O etanol hidratado leva esse nome porque contém em sua composição até 7,5% de água e é combustível comercializado nas bombas. Na comparação com a gasolina, o biocombustível reduz em até 90% as emissões de CO2. Além dos benefícios ambientais, rodar com etanol melhora a potência, mantém o motor limpo e mais próximo do novo durante todo o ciclo de vida.

ETANOL ANIDRO

Etanol puro ou absoluto, o etanol anidro tem apenas 0,7% de água em sua composição. Desde agosto de 2025, a legislação brasileira prevê a mistura de 30% na gasolina tipo C. O biocombustível melhora a octanagem, reduz em mais de 15% as emissões de CO2 por quilômetro rodado, diminuindo a poluição e contribuindo no combate à mudança do clima.

para onde vai o etanol produzido no brasil?

Bomba de gasolina

Carburante

Navio

Exportação

Fábrica

Outros fins*

*Outros fins é o etanol usado nas indústrias farmacêutica, alimentícia, química, bioplástico, sanitizantes, entre outras.

Mercado de Etanol no Brasil

Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostram que o consumo de etanol, entre abril de 2023 e março de 2024, período da safra 24/25, foi de 33,6 bilhões de litros, sendo 21,6 bilhões de hidratado e 12 bilhões de anidro.

Com 45% de participação na matriz de transportes, o etanol se destaca por sua eficiência energética, sustentabilidade e pela geração de emprego e renda no campo e na cidade.

Participação Hidratado
Ciclo Otto
Brasil

Participação Hidratado Ciclo Otto - Brasil

Principais estados consumidores

Principais estados consumidores

Etanol de milho

Formas

No Brasil, a produção do etanol de milho se diferencia dos demais países pela utilização do milho de segunda safra (99% do milho produzido no Centro-Sul é de segunda safra). O grão é cultivado após a produção, principalmente, de soja. Dessa forma, não há qualquer tipo de competição entre biocombustíveis e alimentos.

Apenas uma pequena parte da demanda interna de milho é destinada à produção de biocombustíveis. Na safra 24/25, o setor de etanol de milho processou 6,5 milhões de toneladas e produziu aproximadamente 8,2 bilhões de litros e poderá atingir 14 bilhões de litros até 2033, segundo projeção do Ministério de Minas e Energia (MME).

O etanol de milho integra uma cadeia econômica circular, onde todo o potencial do grão é transformado em bioenergia e alimento. Para a produção do biocombustível é utilizado apenas o amido, assim, ao fim do ciclo industrial, proteínas e fibras são transformados em DDG (destinado à nutrição animal) e óleo, fomentando o desenvolvimento de outras atividades rurais, como a pecuária de confinamento e criação de aves.

Na safra 24/25, a produção brasileira foi de aproximadamente 5 milhões de toneladas de DDG. Projeções estimam que, em 2033, chegará a aproximadamente 10 milhões de toneladas. Essas projeções levam em consideração as informações fornecidas pelas usinas no RenovaBio.

Outro elo impulsionado com o etanol de milho é a produção de biomassa, como florestas de eucaliptos, usada na geração de energia elétrica consumida pelas unidades.

Evolução da Produção
de Etanol de Milho no CS

Evolução da Produção de Etanol de Milho no CS

Etanol Celulósico

O etanol celulósico, ou de segunda geração, é gerado a partir dos subprodutos da produção de etanol e açúcar (palha e bagaço) e possibilita o incremento da produção do biocombustível, sem aumento da área cultivada.

No processo convencional, apenas um terço da sacarose encontrada na cana, concentrada no caldo e no melaço, é aproveitado. O restante fica retido no bagaço e na palha. Assim, com o desenvolvimento de novas tecnologias tornou-se possível usar essa energia para produzir etanol. O biocombustível resultando desse processo é conhecido como etanol celulósico.

Com a ampliação da produção, o etanol celulósico tem potencial de aumentar em até 50% o volume de biocombustível produzido na mesma quantidade de terra.

Produção do
Etanol Celulósico

Produção do Etanol Celulósico
UNICAdata

Notícias Etanol