Trajetória do Setor de Bioenergia
2025
A partir de agosto de 2025, depois de estudos técnicos realizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a mistura de etanol anidro na gasolina passou de 27% para 30%.
2024
Lançamento do Acordo de Cooperação Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil (MBCB). Iniciativa que, reúne mais de 25 instituições e empresas, visa promover a transição para uma mobilidade de baixo carbono no setor de transportes do Brasil.
Aprovação dos Projetos de Lei Combustível do Futuro e Programa Mover, que promovem o consumo de biocombustíveis e incentivam veículos com menor pegada de carbono.
2023
20 anos do lançamento dos carros flex fuel no Brasil. Tecnologia se consolidou com mais de 80% da frota adotando os motores bicombustíveis.
2022
Aprovação da Emenda Constitucional 123, que garante o diferencial tributário entre o etanol hidratado e a gasolina.
2020
No primeiro ano de funcionamento efetivo do RenovaBio, mais de 80% do etanol comercializado no Brasil estava certificado pelo programa. Foram mais de 14,5 milhões de CBios negociados: 97,6% da meta estipulada pelo governo federal.
2019
A Toyota lança o primeiro veículo híbrido flex do mundo no modelo do Corolla.
2018
É lançado o Programa Rota 2030, que estabelece regras para a fabricação dos automóveis comercializados no Brasil nos próximos 15 anos, com ênfase na redução e emissão de GEE.
O Centro de Tecnologia Canavieira obtém a aprovação pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de duas variedades de cana geneticamente modificadas.
2017
Aprovação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), com o objetivo de reduzir a intensidade de carbono da matriz de transportes brasileira por meio da ampliação do uso de biocombustíveis e a criação de um mercado de Crédito de Descarbonização (CBios).
As Secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a Cetesb e o setor produtivo sucroenergético, por meio da Orplana e da UNICA, assinam um novo protocolo agroambiental de boas práticas, o Etanol Mais Verde.
2015
É lançado o Programa de Certificação da Bioeletricidade e o Selo Energia Verde, concedido a usinas, comercializadoras e distribuidoras que fazem uso de energia elétrica produzida a partir da biomassa da cana.
Decreto presidencial aumenta a mistura de etanol na gasolina e chega a 27,5%.
2012
A Conferência das Nações Unidas, RIO+20, é realizada no Rio de Janeiro com o objetivo de renovar o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
2011
É lançada a Certificação Bonsucro, selo de reconhecimento internacional de boas práticas na produção de cana-de-açúcar e derivados
Ônibus movidos a etanol, produzidos pela Scania, passam a circular em São Paulo.
2010
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) classifica o etanol de cana-de-açúcar brasileiro como biocombustível avançado, capaz de reduzir em pelo menos 50% as emissões de GEE em comparação à gasolina.
2009
Com o processo de mecanização da lavoura, é lançado o Projeto RenovAção, maior programa de treinamento e requalificação de trabalhadores do setor sucroenergético do mundo.
UNICA lança o Agora, projeto educativo e de estímulo à produção acadêmica e jornalística sobre o setor sucroenergético.
É lançado o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na cana-de-açúcar com 30 diretrizes de melhores práticas elaboradas pela indústria sucroenergética, representantes dos trabalhadores e Governo Federal.
O Governo Federal lança o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar, que direciona a expansão da cultura no Brasil.
A Honda lança a primeira motocicleta flex do mundo produzida em escala comercial.
2008
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) classifica o etanol de cana-de-açúcar brasileiro como biocombustível avançado, capaz de reduzir em pelo menos 50% as emissões de GEE em comparação à gasolina.
2007
Setor produtivo e o Governo do Estado de São Paulo assinam o Protocolo Agroambiental Etanol Verde. O documento antecipou, de maneira voluntária, os prazos legais da Lei Estadual nº 11.241/2002, que regulamenta a eliminação gradativa da queima da palha de cana-de-açúcar.
UNICA realiza a primeira edição do Ethanol Summit, maior evento do setor sucroenergético da América Latina, com o tema “Soluções para a economia de baixo carbono”.
2005
Primeiro leilão de energia nova é realizado no Brasil, com a contratação de bioeletricidade de cana-de-açúcar. Hoje, o potencial de produção do setor equivale a quatro Usinas Belo Monte.
2004
Embraer lança o primeiro avião do mundo movido a etanol produzido em escala comercial.
2003
Carros com motor flex fuel chegam ao mercado, podendo rodar com gasolina, etanol ou qualquer grau de mistura dos combustíveis.
2000
Entra em funcionamento a primeira usina produtora de plástico biodegradável derivado de cana-de-açúcar no país. O produto se decompõe no meio ambiente em meses, enquanto o plástico convencional leva décadas.
1999
É criado o Consecana, que reúne produtores de cana-de-açúcar e representantes da indústria sucroenergética.
1997
É criada a maior organização do setor sucroenergético do Brasil: a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA).
1995
Com a abertura comercial do país em 1994, o Brasil torna-se o maior exportador de açúcar do mundo.
1992
O público da Rio 92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) é apresentado ao primeiro estudo sobre o papel do etanol na redução da emissão de gases causadores de efeito estufa (GEE), elaborado pelo CTC.
1987
É assinado o primeiro contrato de venda de bioeletricidade – energia elétrica produzida a partir do bagaço e palha de cana – excedente da Usina São Francisco, em Sertãozinho (SP), para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).
1986
O Brasil atravessa uma grave crise econômica, com inflação alta e queda nas vendas de automóveis. Na virada de década, a significativa queda no preço do petróleo e o foco no controle do déficit público leva o governo a reduzir os estímulos ao etanol.
1979
O Fiat 147, primeiro carro movido a etanol, chega ao mercado. Volkswagen, General Motors e Ford logo colocariam modelos no mercado. No mesmo ano, ocorreria a segunda crise do petróleo.
1975
O Governo lança o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), em resposta à crise do petróleo de 1973, com o objetivo de substituir derivados do petróleo por etanol, a começar por aditivos.
1969
É criado o Centro de Tecnologia Copersucar com a missão de desenvolver tecnologias para o aprimoramento do setor produtivo. Em 2004, a entidade passa a se chamar Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
1931
Decreto 19.717 estabelece a adição de 5% de etanol anidro na gasolina.
