10 de fevereiro de 2010

undefinedO imenso potencial para a geração de energia renovável nas Américas foi debatido durante o painel “América Latina e Caribe”, realizado na última sexta-feira (05/02), na Conferencia de Tecnologia de Energias Renováveis (RETECH), que aconteceu de 3 a 5 de fevereiro em Washington (EUA). O etanol de cana-de-açúcar foi destacado por Joel Velasco, representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), como uma solução viável para a segurança energética global e para as mudanças climáticas, além de uma fonte de desenvolvimento para países pobres da região.

“Existem mais de 100 países tropicais – a maioria nações ainda em desenvolvimento – que poderiam produzir cana-de-açúcar. A experiência brasileira nesta área poderia ajudar a América Latina a transformar sua gasolina no combustível alternativo”, afirmou Velasco.

Pablo Reyes, diretor do Centro de Estudos Estratégicos Latino-Americanos, que participou do painel, reconheceu que há 14 países que possuem estrutura legal e regulatória para a produção de cana, como a Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala e Honduras.

Já o chefe da Divisão de Países Produtores de Energia do Departamento de Estado dos EUA, Matt McManus, enfatizou a importância dessas políticas públicas para diversificar as fontes de energia de um país, e chamar atenção para a “importância de maior diálogo com o Brasil para a América Latina utilizar e produzir energia renovável”.

Velasco concluiu que “novos desenvolvimentos, como o uso do etanol em motocicletas e ônibus, são importantes na América Latina por serem meios de transporte muito utilizados nesses países.”

A participação da UNICA na RETECH 2010 acontece como parte do projeto Apex-Brasil/UNICA, iniciado em janeiro de 2008. Trata-se de uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para promover a imagem do etanol brasileiro de cana-de-açúcar como energia limpa e renovável ao redor do mundo.

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