30 de outubro de 2013

A conservação do solo e da água são aspectos positivos das práticas do setor sucroenergético, que com boas iniciativas tem conseguido reduzir o impacto ambiental em seu processo produtivo. A afirmação foi feita pelo diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, na abertura do seminário Sistematização e Conservação do Solo e da Água em Cana-de-Açúcar, realizado nos dias 22 e 23 de outubro em Ribeirão Preto (SP).

O evento, organizado pela Sociedade dos Técnicos Açucareiros Alcooleiros do Brasil (STAB), reuniu especialistas do governo de São Paulo, pesquisadores, produtores de cana e representantes da indústria para discutir assuntos relacionados à sustentabilidade no setor sucroenergético.

Em seu discurso, Padua destacou que a produção de cana vive um novo momento, graças ao processo de mecanização tanto da colheita quanto do plantio nas regiões produtoras. Foi justamente este o ponto chave dos debates do seminário, que tomaram como parâmetro a análise da alteração do modelo de produção, a partir da eliminação da queima da palha da cana e a consequente mecanização.

Para a maioria dos mais de 350 participantes do evento, houve consenso de que a atividade canavieira precisa se empenhar na busca de novas técnicas para reduzir os níveis de erosão. “O desafio é imenso. Mas é essencial unir esforços dentro da academia e da iniciativa privada para alcançarmos novas formas de conservação,” ponderou o professor e pesquisador Gerd Sparovek da Esalq (USP) durante sua apresentação.

Neste quesito o Estado de São Paulo aproveitou o encontro para dar a largada para a formatação de uma nova legislação para a conservação do solo e da água nas áreas de cana. Uma nova rodada de discussões sobre o tema vai acontecer em Piracicaba (SP) no dia 12 de novembro, conduzida pela Secretaria de Agricultura paulista.

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