19 de julho de 2018

O Global Sugar Alliance (GSA), que congrega entidades de países responsáveis por mais de 80% das exportações mundiais de produtos derivados da cana-de-açúcar, criticou as atuais práticas comerciais de subsídios domésticos ao açúcar e à exportação do produto pela Índia e Paquistão.

Em comunicado oficial divulgado na manhã desta quinta-feira (19/07) e assinado por representantes de produtores do Brasil, Austrália, Canadá, Tailândia e Guatemala, a GSA ressaltou os impactos que políticas distorcivas geram no mercado do açúcar que, somente neste ano, já teve seu preço internacional reduzido em mais de 20%.

“Já faz algum tempo que identificamos subsídios à exportação e apoio ao preço interno da commodity, especialmente na Índia e Paquistão,  que não estão condizentes com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Por meio da GSA, pedimos aos nossos governos que tomem todas as medidas necessárias para garantir o fim destas práticas, fazendo com que os países em questão se comprometam com uma agenda de reformas que remova esta distorção comercial”, afirma o diretor Executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa.

Segundo o representante do setor sucroenergético brasileiro, que juntamente com a assessora sênior da presidência da UNICA para Assuntos Internacionais, Geraldine Kutas, esteve em Genebra, Suíça, participando de um evento da própria GSA por meio de uma parceria entre a UNICA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Brasil é um dos países mais prejudicados neste sentido, justamente pelo fato de que 70% do açúcar produzido pelo País é exportado, tornando-o muito dependente das condições de oferta e demanda.

O presidente da GSA, Greg Beashel, enfatiza os reflexos negativos das políticas paquistanesas e indianas no mercado mundial: “Alimentado por um excesso de açúcar do Paquistão apoiado pelo governo e pela ameaça de exportações subsidiadas de açúcar indiano, o preço mundial do produto caiu para um nível abaixo do custo de produção até mesmo dos produtores mais eficientes do mundo”.

O presidente do Conselho Executivo da Associação Tailandesa de produtores de Açúcar, Vibul Panitvong, reforça o argumento: “No espírito da decisão tomada na reunião ministerial da OMC, em Nairobi, para acabar com os subsídios à exportação, conclamamos os primeiros ministros do Paquistão e da Índia a se comprometerem com esta eliminação dos subsídios”.

“As melhores condições comerciais são do interesse de todos. As exportações de açúcar subsidiado não devem prevalecer”, finaliza o  presidente da Associação Guatemalteca de Açúcar, Leopoldo Bolaños.

Para ler o release em inglês divulgado pela GSA, clique aqui.

Saiba mais sobre o projeto envolvendo a UNICA e a Apex-Brasil, aqui.

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