3 de julho de 2012

Um aplicativo lançado no início de junho pela BASF para usuários dos aparelhos Android e iPhone, que permite a identificação quase imediata de pragas e doenças típicas da cana por meio de uma foto tirada do smartphone, está no bojo das constantes inovações tecnológicas desenvolvidas para o setor nos últimos anos. Na opinião do consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, a ferramenta, chamada Digilab Mobile 2.0, se soma a inúmeras outras tecnologias de última geração criadas para aumentar a produtividade e minimizar perdas nos canaviais.

“Os canaviais são, literalmente, campos férteis para o surgimento de tecnologias produtivas, como é o caso mais recente da BASF. O aumento da demanda por produtos derivados da cana, principalmente etanol e açúcar, exige inovações que possibilitem maior agilidade nos processos agrícolas, do plantio à colheita,” observa Szwarc.

O executivo da UNICA cita como exemplo o uso de máquinas colheitadeiras, o plantio de variedades de cana mais resistentes e o sistema de fertirrigação, que utiliza a vinhaça, um subproduto da própria produção de açúcar e etanol, rico em potássio.

“A mecanização na lavoura evita o desperdício da palha da cana, que poderá ser aproveitada na geração de bioeletricidade e até na fabricação do etanol celulósico. A vinhaça substitui a aplicação de fertilizantes industrializados, enquanto novas variedades de cana resistem a pragas e outros problemas causados por alterações climáticas,” resume o especialista da UNICA.

Laboratório no celular

Segundo a BASF, a principal vantagem da versão 2.0 do Digilab Mobile desenvolvido exclusivamente para smartphones, tecnologia criada originalmente para laptops em 2009 pela multinacional, é a interface mais ágil da ferramenta.

Além do dispositivo Global Positioning System (GPS), que possibilita o georeferenciamento dos problemas encontrados nas lavouras, facilitando o controle em relação à expansão de doenças e pragas na propriedade rural, outra novidade do aplicativo é um microscópio digital capaz de aumentar a imagem em até 200 vezes.

Após capturar as imagens nos celulares, os produtores poderão compará-las às mais de 200 figuras existentes em um banco de dados que abrange 15 culturas distintas. Em relação à cana, são 70 imagens que ajudam a identificar doenças, pragas e plantas daninhas mais comuns, como a broca, cigarrinha da raiz e ferrugem alaranjada.

O grande diferencial da nova tecnologia é que, embora ela não substitua a presença e expertise de um agrônomo, em poucos minutos é possível obter respostas ainda mais rápidas do que exames feitos em laboratórios. “Dependendo da necessidade do diagnóstico, uma análise laboratorial leva de 10 a 15 dias, o que pode inviabilizar o controle, acarretando em prejuízo ao canavial,” explica Dieter Schultz, gerente de Serviços e Sustentabilidade da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF.

A expectativa da BASF é que até o final de 2012 serão mais de dois mil downloads da ferramenta. Tanto para usuários do sistema iOS (Apple) quanto do Android (Google), basta acessar as respectivas lojas virtuais (Apple Store e Google Play) e fazer a busca por “Digilab” para baixar gratuitamente o aplicativo

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