9 de junho de 2010

A montadora alemã Audi trouxe uma surpresa para as centenas de participantes do Challenge Bibendum, evento global realizado entre 30 de maio e 3 de junho no Rio de Janeiro pela fabricante de pneus francesa Michelin e que teve entre seus patrocinadores a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Entre os diversos protótipos de diferentes montadoras à disposição para testes pelos participantes, estava o novo Audi A5 2.0 TFSI: um luxuoso coupé, com motor flex à moda dos modelos produzidos no Brasil, capaz de utilizar gasolina ou etanol puro (E100).

Na opinião de Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da UNICA, já era hora da indústria automotiva do País desenvolver modelos de veículos com motorização flex de última geração. “O Audi 5 vem recheado de novidades pouco conhecidas no Brasil e representa uma ótima oportunidade para conhecermos melhor essas inovações e vermos qual será a reação do público consumidor,” avalia o especialista.

Segundo representantes da Audi no evento, o carro ainda é considerado uma espécie de sondagem de mercado, para explorar o potencial de veículos com uma série de características técnicas que priorizam o baixo consumo de combustível. Há discussões na cúpula da empresa, mas ainda não há uma decisão sobre oferecer o veículo comercialmente, ou eventualmente trazê-lo para o mercado brasileiro.

Além do motor flex, o Audi A5 traz diversas inovações. É o primeiro carro do mundo que combina motor turbo a gasolina ou etanol e injeção direta do combustível. Boa parte da lataria é feita de alumínio e a capota utiliza materiais derivados de fibra de carbono, também utilizada nos chassis de carros da Fórmla – 1. E o carro vem equipado com o renomado sistema “all wheel drive” da Audi, ou seja, tração nas quatro rodas em tempo integral.

O resultado dessa combinação é um carro que pesa apenas 1.310 quilos, 120 quilos menos que o A5 produzido atualmente. O motor 2.0 flex produz 180 cavalos e, segundo a fábrica, faz 10 quilômetros por litro quando o etanol é utilizado como combustível, e vai de zero a 100 quilômetros por hora em 6,9 segundos, um segundo mais rápido que o A5 de produção com tração dianteira.

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