7 de julho de 2011

(EUA), entre senadores dos dois principais partidos políticos dos Estados Unidos, o Democrata e o Republicano, antecipando o fim da tarifa de importação sobre o etanol importado e também dos pesados subsídios concedidos à indústria de etanol do país, é um passo fundamental para que o etanol brasileiro possa, no futuro, concorrer em igualdade de condições no mercado americano. A avaliação é da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), com a ressalva de que o acordo ainda precisa ser aprovado em votação no Senado dos EUA, para depois ser apreciado na Câmara dos Deputados e sancionado pelo Presidente Barack Obama.

“Subsídios para o etanol foram eliminados no Brasil no final dos anos 90 e a tarifa de importação sobre etanol importado foi zerada no início de 2010. Estamos satisfeitos com o acordo celebrado hoje em Washington e esperamos que os Estados Unidos confirmem o que foi acertado e adotem a mesma conduta. Como maiores produtores mundiais de etanol, Brasil e EUA devem dar o exemplo para a criação de um mercado livre de energia limpa e renovável,” afirma  Leticia Phillips, representante da UNICA na América do Norte.

Há mais de três décadas, o governo dos EUA concede um subsídio de US$0,45 por galão de etanol de milho misturado à gasolina, e impõe uma tarifa de US$ 0,54 por galão (US$ 0,14 por litro) sobre o etanol importado, o que tira a competitividade do etanol brasileiro naquele mercado. Somados, os apoios ao etanol nos EUA custam aos cofres americanos US$ 6 bilhões por ano. A UNICA já deixou claro que mesmo que a tarifa americana seja eliminada, a prioridade do setor sucroenergético é o atendimento ao mercado brasileiro, seja na mistura de 25% de etanol anidro na gasolina, seja no atendimento com etanol hidratado aos automóveis flex, que já respondem por quase 50% de todos os carros leves que circulam no país.

O acordo bipartidário celebrado nesta quinta-feira, entre a senadora Dianne Feinstein (Democrata da Califórnia) e os senadores Amy Klobuchar (Democrata de Minnesota) e John Thune (Republicano de Dakota do Sul), prevê o fim tanto do subsídio quanto da tarifa em 31 de julho, cinco meses antes do que estava previsto. Em junho, o Senado dos EUA aprovou por larga margem de votos o término tanto do subsídio quanto da tarifa sobre o etanol importado, que impacta diretamente o produto brasileiro.

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