2 de dezembro de 2019

O diretor presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Evandro Gussi, será o primeiro presidente da Câmara Ambiental de Mudanças Climáticas de São Paulo. O anúncio foi feito pela diretora-presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Patrícia Iglecias, durante o evento Pré-COP25, realizado no Palácio dos Bandeirantes, na sexta-feira (29).

A Câmara, que tem caráter consultivo e propositivo, será responsável pelas discussões técnicas para a estruturação do Acordo Ambiental de São Paulo, do qual mais de 50 empresas e entidades são signatárias.

Em nota, a Cetesb aponta a criação da Câmara como “uma das maiores iniciativas regionais de integração público-privada com foco na agenda das mudanças climáticas. A nova câmara desempenhará um papel fundamental em nossas futuras estratégias no licenciamento, garantindo a posição vanguardista da Cetesb como empresa pública moderna e alinhada com as mais recentes tecnologias de controle de poluição”.

O presidente da UNICA, Evandro Gussi, ressalta que esses objetivos estão no DNA da entidade e do setor sucroenergético, que é um dos responsáveis pelos principais projetos de reflorestamento e recuperação de nascentes do estado.

“Estou muito entusiasmado com o convite, que pretende agregar inúmeros setores da economia paulista para juntos pensarmos em descarbonização, mudanças climáticas e aquecimento global. Isso está em nosso DNA e, com o RenovaBio, seremos um dos maiores prestadores de serviços de descarbonização do Brasil e, consequentemente, do mundo”, destacou Gussi.

O que é o RenovaBio

A nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), instituída pela Lei 13.576/2017, entra em vigor no dia 24 de dezembro de 2019 e tem como principal objetivo ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz de transportes brasileira, baseada na previsibilidade e na sustentabilidade econômica, ambiental e social, contribuindo ainda para a redução das emissões de gases de efeito estufa no país.

É uma política de Estado de descarbonização do transporte, em linha com os compromissos que o Brasil assumiu mundialmente na Conferência do Clima, em Paris.

“O RenovaBio surge como uma resposta às demandas do setor por uma política que estabeleça regras claras e previsíveis sobre o papel do etanol na matriz energética”, esclarece Evandro Gussi.

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