30 de julho de 2009

A Renault-Nissan pretende dobrar sua participação no mercado brasileiro com produtos destinados especialmente ao País. E segundo o presidente mundial da montadora, Carlos Ghosn, os esforços para aumentar as vendas no Brasil incluem a produção de mais veículos flex, segundo informações publicadas em relatório da F.O. Licht (World Ethanol & Biofuels Report) divulgado em 16 de julho de 2009.

“O próximo passo é alcançar 10% do Mercado para ter mais competitividade,” afirmou Ghosn, que fez palestra na Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio de Janeiro, na quarta-feira (15/07/09). O presidente do grupo não revelou o prazo para atingir esse objetivo, que segundo ele, colocaria a Renault-Nissan no mesmo patamar médio ocupado na maioria dos mercados onde as marcas estão presentes.

Segundo o consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, a produção de novos veículos flex por mais montadoras é resultado do crescimento da demanda nacional. “Os veículos flex já respondem por mais 90% dos veículos leves novos vendidos no Brasil. Isso é um claro reconhecimento desta tecnologia moderna, confiável e ambientalmente correta que justifica seu sucesso junto ao público consumidor”, avalia Szwarc.

Procurada pela UNICA, a assessoria de imprensa da Renault afirmou que atualmente todos os veículos fabricados pela marca no Mercosul já são flex. No início de julho, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou dados mostrando que os licenciamentos de automóveis e veículos comerciais leves modelos bicombustíveis cresceram 5% de janeiro a junho de 2009, em comparação ao mesmo período do ano passado.

A Nissan foi a mais recente entre as marcas disponíveis no Brasil a oferecer um veículo flex, com o lançamento no início deste ano da minivan Livina. Hoje, 11 montadoras oferecem quase 70 modelos flex: Citroën, FIAT, Ford, General Motors, Honda, Mitsubishi, Peugeot, Renault, Nissan, Toyota e Volkswagen.

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