15 de fevereiro de 2011

A confirmação da joint venture entre a Shell e a Cosan, anunciada no início de 2010, é um importante passo para tornar o etanol uma commodity global, avalia o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank. Nesta segunda-feira (14/02) foi anunciado o acordo definitivo entre a anglo-holandesa Shell e a brasileira Cosan, que resultou no surgimento da Raízen, empresa que vai produzir e distribuir etanol com ativos que somam cerca US$ 20 bilhões, faturamento estimado de US$ 50 bilhões e algo em torno de 40 mil empregados.

“É a concretização da maior transação na história do setor sucroenergético brasileiro, algo que seguramente vai pesar muito, tanto a favor dos esforços para transformar o etanol em commodity global quanto na luta pelo comércio internacional do etanol livre de tarifas e barreiras não-tarifárias,” avalia Marcos Jank.

Segundo informações divulgadas pelas empresas, a marca Shell será mantida e a Esso, comprada pela Cosan em 2008, deve desaparecer no Brasil em até 36 meses.  A Raízen já nasce com números bastante promissores: será uma das cinco maiores do País em faturamento de acordo com as empresas, produzindo mais de 2,2 bilhões de litros de etanol por ano para os mercados interno e externo.

“Queremos consolidar o etanol de cana-de-açúcar como commodity internacional, sermos reconhecidos pela excelência no desenvolvimento e produção de energia sustentável,” disse o diretor presidente da Raízen, Vasco Dias. “Tenho certeza que essa associação vai ser melhor e maior do que todos esperam, estamos criando mais um líder global,” acrescentou.

Já para Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração da Raízen, a fusão junta esforços da Shell e Cosan para tornar a marca uma referencia mundial em energia. “Formamos uma organização com números significativos e já iniciamos uma produção de liderança em energia sustentável,” afirmou Ometto. “Nossa intenção é aumentar significativamente a exportação de etanol e cana de açúcar. Nossa é meta é dobrar a produção de etanol,” conclui o empresário.

Dias explicou que o nome Raízen, união das palavras raiz e energia, pretende reforçar, através da nova marca, a identidade brasileira. Raízen, segundo ele, é a “união de duas forças,”  a raiz que extrai nutrientes necessários para o crescimento da planta e a energia, necessária para todo movimento.

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