4 de junho de 2008


Foi bem recebido pela UNICA o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondendo às criticas sobre a produção de biocombustíveis no mundo, principalmente quanto ao etanol brasileiro de cana-de-açúcar, durante a conferência do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), iniciada nesta terça-feira (03/06/08) em Roma, na Itália.



“Sistematicamente, o presidente da República tem se manifestado para expor e condenar avaliações simplistas e opiniões sem embasamento técnico ou científico a respeito dos biocombustíveis em geral e do etanol de cana produzido no Brasil em particular”, destacou Marcos Jank, presidente da UNICA.




Utilizando dados divulgados pela entidade há vários meses, Lula rebateu o falso argumento de que a alta nos preços dos alimentos tem relação direta com a produção de biocombustíveis. Criticou os elevados subsídios e práticas protecionistas mantidas por países desenvolvidos, que prejudicam agricultores de países mais pobres e consumidores de todo o mundo.


Outro assunto importante também foi abordado pelo presidente: a falsa associação entre a expansão da cana no Brasil e a devastação da Amazônia. Lula contra-atacou explicando que a cana produzida no Brasil ocupa apenas 1% das terras agricultáveis do País e o cultivo se dá em regiões a pelo menos dois mil quilômetros de distância da Amazônia.


“O fato é que o desmatamento da Amazônia é um problema antigo no Brasil, que tem sua própria dinâmica e ocorre desde muito antes da expansão recente do plantio da cana. Se não houvesse um só pé de cana em nosso país, a devastação da Amazônia ocorreria exatamente da mesma forma que vemos hoje, pois não há associação entre as duas coisas, muito menos uma situação de causa e efeito entre plantar cana e derrubar a floresta”, comentou o presidente da UNICA.

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