18 de dezembro de 2012

Um exemplo de sustentabilidade, com produtos e tecnologias que fazem do setor uma referência mundial. Foi assim que o senador tcheco, Jan Hajda definiu a indústria sucroenergética brasileira, durante visita à sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em São Paulo na sexta-feira (07/12).

À frente de uma delegação composta por membros do Comitê para a Economia, Agricultura e Transporte daquele país, pelo embaixador da República Tcheca no Brasil, Ivan Jančárek e pelo senador Jiří Bis, Hajda mostrou-se impressionado com os resultados que vem dos canaviais brasileiros.

“É interessante a quantidade de produtos que se pode fazer de uma planta tão simples. A estrutura da indústria, o aproveitamento dado à cana e os projetos socioambientais demonstram o preparo do setor,” afirmou. A comitiva foi recebida na UNICA pelo diretor Executivo da entidade, Eduardo Leão de Sousa, que mostrou em sua apresentação um pouco do dia-a-dia do setor sucroenergético, destacando as vantagens ambientais dos produtos fabricados a partir da cana.

Segundo o representante tcheco, por causa da Diretiva Européia para Promoção de Energias Renováveis (RED, da sigla em inglês), que estabelece o ano de 2020 como prazo final para a redução de 20% das emissões de gases causadores do efeito estufa (GEEs), a República Tcheca estuda para os próximos anos a adoção da mistura obrigatória de 10% de etanol na gasolina.

“O etanol, além de todas as vantagens ambientais, ajuda o Brasil a diminuir a dependência do petróleo. Este exemplo em breve deve ser seguido pela República Tcheca,” destacou o senador Bis. A passagem do grupo por São Paulo fez parte de uma programação de cinco dias no Brasil, que incluiu encontros com empresários e visitas a instituições educacionais como a Universidade de São Paulo (USP).

Para Sousa, da UNICA, a busca de informações sobre o setor aproxima cada vez mais o etanol da internacionalização. “Quanto mais países produzirem etanol e adotarem a mistura obrigatória do biocombustível à gasolina, mais próximos estaremos de transformar o combustível de cana em uma commodity global,” finalizou.

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