24 de abril de 2014

Três grandes manifestações, realizadas em importantes áreas canavieiras do interior paulista, cobraram nesta quinta-feira (24/04) medidas emergenciais para combater a crise enfrentada pelo setor sucroenergético. Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), todas as ações em prol do biocombustível de cana são de grande importância para despertar a atenção da sociedade e conscientizar o governo para a urgência da situação.

Na região de Jaú mais de quatro mil pessoas, entre fornecedores e trabalhadores das cidades de Barra Bonita, Lençóis Paulista, Dois Córregos, Mineiros do Tietê, Macatuba, Pederneiras, Boraceia, Bariri e Bocaina levaram máquinas, caminhões e inúmeros cartazes com questionamentos sobre a falta de incentivos públicos. O deputado e líder da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético (Frente do Etanol), Arnaldo Jardim, acompanhou o movimento e mostrou-se preocupado com o futuro do setor.

“A frente defende o consenso entre o governo e a cadeia produtiva do etanol e do açúcar, mas o Executivo tem se mostrado irredutível em atender as reivindicações do setor. As manifestações servem para mostrar à sociedade brasileira que trabalhadores rurais da indústria da cana, fornecedores e plantadores não aceitam o desmonte do etanol,” afirmou Jardim.

Segundo o deputado é alarmante acompanhar o fechamento de 44 usinas e ver outras 33 em recuperação judicial, nas três últimas safras. A situação além de provocar a perda de mais de 50 mil empregos nos últimos três anos, reduz a arrecadação, levando à falência a indústria de máquinas e equipamentos por falta de encomendas. Na indústria de base, a perda de postos de trabalho já suberá a casa dos 100 mil desde 2011.

Para o deputado Arnaldo Jardim é preocupante a situação do setor sucroenergético

“A indústria da cana enfrenta dificuldades há muito tempo e a origem dos principais entraves está fora do setor, no conjunto de políticas públicas que tira a competitividade das empresas. Era inevitável que ocorresse um momento de frustração por parte de trabalhadores, fornecedores e os demais participantes da cadeia produtiva que estão sendo impactados de forma negativa, sem a necessária reação pelo poder público,” afirma o diretor de Comunicação Corporativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Adhemar Altieri.

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