4 de maio de 2021

O estado de São Paulo produziu 11.957 GWh para o Sistema Interligado Nacional (SIN), na safra 2020/2021, a partir apenas das usinas termelétricas no setor sucroenergético. O volume é 2,1% superior ao registrado na safra anterior, permitindo que o estado amplie sua liderança no ranking de geração de bioeletricidade para o SIN, chegando à participação de 54,4% da geração total.

“A bioeletricidade do setor sucroenergético é produzida a partir de subprodutos e resíduos da fabricação de açúcar e etanol, tratando-se de uma fonte de energia carbono neutro. Atualmente, aproveitamos apensas 15% do potencial que a agroindústria possui, o que significa que temos disponível no Brasil uma fonte de energia renovável e sustentável capaz de apoiar o desenvolvimento socioeconômico do país”, analisa Zilmar Souza, gerente em bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Minas Gerais ocupou a segunda posição no ranking, com 3.205 GWh de bioeletricidade sucroenergética, representando 14,6% do total produzido na safra 2020/2021, sem variação em relação à safra anterior.

A terceira posição ficou com Goiás, gerando 2.826 GWh de bioeletricidade sucroenergética na safra 2020/2021 (12,9% do total da safra), com uma queda de 8,4% em relação à 2019/2020; seguido por Mato Grosso do Sul, com 2.227 GWh (10,1% do total de 2020/2021), com uma variação negativa de 9% em relação ao ano-safra anterior.

Paraná e do Mato Grosso fecham o ranking dos seis estados mais representativos na geração de bioeletricidade para a rede, produzindo 759 GWh e 249 GWh, respectivamente, correspondendo a 3,5% e a 1,1% da bioeletricidade para o SIN na safra 2020/2021 (redução no volume de 14,7% e 1,6%, respectivamente, em relação à  2019/2020).

A produção total de bioeletricidade desses seis estados foi de 21.223 GWh, representando 96,5% de toda a bioeletricidade ofertada para o SIN na safra 2020/2021, com a maior parte concentrada justamente no período seco do setor elétrico brasileiro.

“A geração de 21,2 mil GWh na safra 2020/21 foi equivalente a poupar 15% da energia capaz de ser armazenada, sob a forma de água, nos reservatórios das hidrelétricas no submercado Sudeste/Centro-Oeste, por conta da maior previsibilidade e disponibilidade da bioeletricidade no período seco e crítico para o setor elétrico”, analisa Souza.

Novo painel de bioeletricidade

As informações de geração de bioeletricidade referentes à safra 2020/2021 estão disponíveis no Observatório da Cana, em painel inédito e interativo, com dados consolidados pela UNICA com base em informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

“Disponibilizamos no painel números que retroagem até a safra 2012/2013, com atualizações regulares. Trata-se de um conteúdo importante para quem acompanha tanto o setor sucroenergético quanto o setor elétrico brasileiro”, comenta Luciano Rodrigues, gerente de Economia e Análise Setorial da UNICA.

O painel apresenta relatórios de bioeletricidade por estado, incluindo a evolução da quantidade de usinas termelétricas em operação, considerando tanto o ano safra quanto o ano civil. Informações sobre as demais fontes de geração na matriz elétrica também são apresentadas, além do consumo de energia elétrica no país.

Publicações Recentes

Veja Também

UNICA defende vantagens do etanol no Biofuture Summit 2017

UNICA defende vantagens do etanol no Biofuture Summit 2017

Convidada para participar de um painel em que especialistas em combustíveis de baixo carbono discutiram soluções urgentes de combate às mudanças climáticas, a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, evidenciou o biocombustível produzido a partir da cana como um importante agente redutor de gases de efeito

ler mais
UNICA defende vantagens do etanol no Biofuture Summit 2017

Agentes de comercialização para etanol devem aumentar segurança

A nova resolução da Agencia Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),que altera a regulamentação da comercialização do etanol no território nacional, traz duas importantes inovações: a criação das figuras da “empresa de comercialização de etanol” e do “agente operador de bolsas de mercadorias e futuros.” As

ler mais