25 de maio de 2018

Além dos monopostos, carro-madrinha também é abastecido com etanol Pelos próximos oitos anos, a maior categoria do automobilismo norte-americano continuará apostando na performance e sustentabilidade do etanol, utilizado desde 2007 em todas as etapas da competição, incluindo a lendária prova das 500 milhas de Indianápolis, cuja última edição aconteceu no dia 27/05, nos EUA. O biocombustível foi contemplado em uma nova fórmula de motor que está sendo desenvolvida por grandes montadoras e que equipará os carros da Indy entre 2021 e 2026.

De acordo com o presidente da Indy, Jay Frye, o próximo motor deverá se adequar ainda mais aos anseios dos competidores, ávidos por mais potência em seus carros, e da sociedade em geral, cada vez mais engajada na luta contra o aquecimento global, fenômeno que vem demandando um maior uso de fontes de energias limpa em substituição aos combustíveis fósseis no transporte veicular. “Os pilotos nos últimos anos falaram sobre ganhos de potência, e isso nos levará para onde precisamos estar. Temos um plano de cinco anos com o [novo] carro (…) Há momentos em que competimos intensamente na pista e que temos que trabalhar juntos para melhorar o esporte”, explica o executivo.

Segundo anúncio feito no último dia 19/05 pela direção da Indy, a partir de 2021, um motor de 2,4 litros com turbo compressor substituirá o atual, de 2,2 litros, conferindo mais 100 cavalos de potência. Chevrolet e Honda já estão envolvidas no projeto, que está aberto a montadoras e empresas de tecnologia do mundo inteiro. Testes em pista estão previstos para 2020 e o combustível continuará sendo o E85 (85% de etanol misturado com 15% de gasolina).

“O etanol está no DNA do automobilismo competitivo e ambientalmente responsável. A sua consolidação na Fórmula Indy é inestimável como plataforma para a promoção de um produto fabricado em larga escala, que proporciona ainda mais potência ao motor por ser de octanagem, e renovável, sendo capaz de reduzir substancialmente as emissões de CO2 em relação à gasolina”, afirma a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina.

A executiva destaca que entre 2009 e 2011, a categoria foi abastecida com o biocombustível importado do Brasil em parceria firmada entre as empresas associadas à UNICA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). “Foi uma iniciativa que despertou ainda mais interesse por parte de outras divisões esportivas internacionais, como Nascar, Dakar (ex- Paris-Dakar) e American Le Mans Series, além de campeonatos nacionais, incluindo a Stock Car e o Rally dos Sertões”, ressalta a presidente da UNICA, citando também a recém-criada Fórmula Inter no Brasil.

Lançada em 2016, a Fórmula Inter promove diversas provas de monopostos de corrida movidos com etanol de cana-de-açúcar em um dos circuitos mais famosos do mundo, o autódromo de Interlagos, em São Paulo. Considerada inovadora por adotar o biocombustível e outras tecnologias desenvolvidas no País, a categoria abre espaço para pilotos experientes e até mesmo aqueles egressos do Kart em busca de uma carreira internacional. Para saber mais sobre o campeonato, clique aqui.

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