8 de dezembro de 2010

As vantagens ambientais do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar foram divulgadas pela equipe de promotoras do Projeto AGORA durante a realização da 12ª etapa da Copa Caixa Stock Car, a corrida que definiu o campeonato em 2010 no domingo (05/12). Mais de 27 mil pessoas acompanharam a emocionante disputa pelo título no Autódromo Internacional de Curitiba (PR), que consagrou o piloto Max Wilson, da equipe Eurofarma RC (Chevrolet), como o campeão da categoria.

“A presença do AGORA na Stock Car foi importantíssima em 2010 já que o etanol voltou a seu usado como combustível oficial este ano,” explica Leandro Pampin, gerente de marketing da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), entidade que juntamente com outras 18 empresas e instituições compõem o Projeto AGORA, a maior iniciativa de comunicação e marketing integrado da cadeia produtiva do setor sucroenergético.

Em 2009, após um intervalo de mais de dez anos, a Stock Car voltou a utilizar o etanol em substituição à gasolina. Antes, até 2000, a categoria usou o etanol por 19 anos consecutivos. A volta do etanol à categoria teve o apoio da  Bosch, que desenvolveu o sistema de alimentação dos motores, e da Esso-Cosan, fornecedora oficial do combustível.

Menores emissões

Durante a disputa em Curitiba, as promotoras do AGORA chamaram a atenção de pilotos e torcedores nos boxes e nas arquibancadas do circuito.

Com beleza e simpatia, as “etanólias”, como são carinhosamente conhecidas, distribuíram material informativo que aponta as vantagens competitivas do biocombustível produzido a partir da cana. O etanol reduz em até 90% as emissões de gases do efeito estufa quando comparado à gasolina.

“Este folheto tem sido distribuído desde a primeira corrida e mostra porque usar o etanol em vez de gasolina é uma atitude inteligente. Isto porque, além de ajudar o meio ambiente, o etanol também melhora o desempenho dos motores,” explica o executivo da UNICA.

Disputa apertada em Curitiba

O primeiro título de Stock Car na carreira do paulista Max Wilson não foi nada fácil. Em sua segunda temporada, o piloto cruzou a linha de chegada na oitava posição e somou 265 pontos, apenas um ponto de vantagem para o rival Cacá Bueno, da Red Bull Racing (Peugeot).

A corrida, sob forte chuva e muitos acidentes, foi emocionante. Até praticamente a última volta não se sabia ao certo quem conquistaria o campeonato.

Velocidade e sustentabilidade

A principal categoria do automobilismo internacional a usar o etanol como combustível é a Fórmula Indy, que adotou o etanol em 2007 e passou a competir com o etanol brasileiro a partir de 2009, quando a UNICA passou a ser a fornecedora oficial do combustível da Indy para a temporada.

O etanol também vem ocupando cada vez mais espaço nas competições de rally. Na edição deste ano do Rally Dakar, considerado a maior competição off road do mundo, o piloto brasileiro Klever Kolberg inaugurou uma categoria exclusiva para carros motivos a etanol, tornando-se o primeiro piloto a participar do renomado rally com o combustível renovável brasileiro.

Mais recentemente, o Rally Internacional dos Sertões, maior prova do gênero disputada no Brasil, também estreou uma categoria que utiliza exclusivamente o etanol. Na 18a edição do Rally dos Sertões, veículos movidos a etanol ocuparam o 1º, 2º e 4º lugares na categoria “Carros”.

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