19 de janeiro de 2009


Desde seu lançamento no País em 2003, os veículos flex já ajudaram a evitar a emissão de 45 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, graças ao uso preferencial de etanol por seus proprietários. O dado é do “Carbonômetro”, um dispositivo do site www.etanolverde.com.br, criado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em 2008, para dar apoio à campanha “Etanol: uma atitude inteligente”.


O dispositivo acompanha, com atualizações mensais baseadas em dados concretos, o volume de gás carbônico (CO2) que deixou de ser emitido graças ao etanol consumido pela frota brasileira de carros flex, que atingiu 7 milhões de unidades no final de 2008. Utilizando uma metodologia desenvolvida pela ONG SOS Mata Atlântica, o Carbonômetro mostra que o total atingido na última atualização, realizada no início de janeiro de 2009, equivale ao plantio e manutenção por 20 anos de mais de 143 milhões de árvores nativas.


No Brasil, a utilização do etanol já substitui, em termos de volume, mais de 50% da gasolina utilizada no país em veículos leves. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), cerca de 90% dos veículos leves novos comercializados no País são flex. Dez montadoras oferecem mais de 60 modelos desta categoria no mercado nacional: Citroën, FIAT, Ford, General Motors, Honda, Mitsubishi, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen.


A montadora japonesa Nissan deverá ser a décima-primeira a iniciar a produção de carros flex no Brasil, com os lançamentos dos modelos Livina e o Grand Livina, a partir de  março deste ano. A Hyundai, sexta maior fabricante de veículos do mundo, também planeja se juntar a este grupo ainda em 2009, o que a tornaria a décima-segunda montadora de carros flex do País.


Segundo o consultor de emissões e tecnologia da UNICA, Alfred Szwarc, a oferta de novos veículos flex por mais montadoras é resultado do crescimento da demanda. “Representa um evidente reconhecimento de uma tecnologia moderna e confiável, fatos que respondem pelo seu sucesso junto ao público consumidor”, avalia o especialista.

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