10 de junho de 2008


“Como funcionam as políticas públicas que impulsionam a produção de etanol no Brasil?”. “Como a indústria automobilística conseguiu implantar com êxito o modelo flex fluel no País?”. “Afinal, devemos adotar em nosso país o uso de E85 (mistura de 85% de etanol à gasolina) ou E100”. Estas foram algumas das questões abordadas pela missão tailandesa formada por 32 pessoas e liderada pela ministra de Energia daquele país, Poonpiron Liptapanlop, que esteve na sede da UNICA, em São Paulo, nesta segunda-feira (09/06/08).


 






Parte dos representantes da comitiva tailandesa, na UNICA Os tailandeses queriam obter respostas objetivas da UNICA sobre cada uma das questões acima, com o intuito de elaborar uma estratégia própria de uso do combustível limpo e renovável na matriz energética do país. Assim, a visita serviu para que os tailandeses aprendessem mais sobre as medidas da indústria brasileira para consolidar o etanol como combustível no mercado interno.

 


 




O interesse dos tailandeses pelo modelo brasileiro tem explicação: atualmente, a Tailândia é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar no mundo, além de fabricar o seu próprio etanol, adicionado em 10% à gasolina (E10). Conhecer de perto as políticas de incentivo à produção de etanol no Brasil é uma oportunidade de usar o caso brasileiro como referência para o amadurecimento deste mercado em seu país, disse um dos integrantes da comitiva.



O consultor de emissões e tecnologia da UNICA, Alfred Szwarc apresentou o cenário sobre a crescente utilização deste combustível pela frota de veículos leves do País, o que gerou muito interesse da delegação estrangeira.



No Brasil, são mais de 30 anos de pesquisas e desenvolvimento do setor sucroalcooleiro, que teve sua expansão após a criação do Proálcool, na década de 1970.


“Hoje, a iniciativa privada desempenha um papel igualmente importante ao exercido pelo governo no passado”, concluiu a relações públicas da UNICA, Carolina Costa, que esteve presente na reunião. “É o caso do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool (Consecana), que criou um sistema de pagamento da cana-de-açúcar pelo teor de sacarose, com critérios técnicos para avaliar a qualidade da cana-de-açúcar entregue pelos plantadores às indústrias e para determinar o preço a ser pago ao produtor rural”.


 

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