17 de agosto de 2009

Em mais um importante reconhecimento para a indústria de cana-de-açúcar do Brasil, o subsecretário de Políticas Energéticas e Relações Internacionais do governo dos Estados Unidos, David Sandalow, destacou publicamente os esforços brasileiros para adotar fontes de energia limpa. Durante depoimento no Comitê de Energia e Serviços Públicos do Senado americano, no dia 6 de agosto, Sandalow elogiou o fato de que “no Brasil, mais de metade da necessidade de gasolina foi susbtituída por etanol de cana-de-açúcar, e mais de 80% dos carros vendidos no ano passado são flex-fuel.”

O subsecretário listou todos os esforços que estão sendo feitos no mundo, no que acredita ser o começo de “uma revolução de energia limpa.” Ele concluiu sua participação pedindo que os EUA trabalhem para liderar essa revolução.

“A manifestação do secretário reconhece os resultados de um esforço que vem sendo feito pela sociedade brasileira há mais de três décadas”, comenta Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). O Brasil foi pioneiro no desenvolvimento de um amplo projeto de combustíveis renováveis. Na década de 1970, lançou o Programa Brasileiro de Álcool, o “Proálcool”,  baseado em carros movidos puramente a etanol, e cujo principal objetivo era reduzir a dependência externa por combustíveis fósseis.

“Ao longo deste período, o Programa evoluiu culminando com o desenvolvimento do carro flex que foi, acima de tudo, uma excelente solução de mercado”, ressalta Sousa. Para o executivo da UNICA, os veículos bicombustíveis têm como grande diferencial a maior segurança de abastecimento ao consumidor final. “Antes, a decisão do consumidor sobre qual combustível iria adotar, era tomada na concessionária, e tinha que seguir com ela por vários anos. Atualmente, com a opção do carro bicombustível, a decisão sobre o combustível é tomada nos postos de abastecimento, oferecendo flexibilidade adicional ao consumidor.  Além disso, o etanol de cana-de-açúcar tornou-se a melhor tecnologia – “testada e aprovada” –  para a redução das emissões de gases causadores do aquecimento global. Em comparação com a gasolina, o etanol emite 90% menos gás carbônico na atmosfera”, conclui o diretor.

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