30 de agosto de 2011

Teatro lotado durante o XIII Fórum Internacional sobre o Futuro do EtanolO crescimento da produção de etanol hidratado está diretamente atrelado à mudança de políticas públicas para o setor, como por exemplo unificação em todo o País da alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada sobre o combustível renovável. Esta, segundo lideranças do segmento canavieiro nacional, são medidas cruciais para se garantir a equilíbrio na oferta e demanda do biocombustível nos próximos anos. A ideia foi defendida pelo presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank, durante o “XIII Fórum Internacional sobre o Futuro do Etanol”, evento realizado nesta segunda-feira (29/08), no Teatro Municipal de Sertãozinho (SP).

“A política tributária adotada em São Paulo, onde o índice do ICMS é de 12%, o mais baixo do Brasil, já mostrou ótimos resultados. Se unificássemos esta cobrança facilitaríamos a comercialização do produto em todos os estados brasileiros,” afirmou o presidente da UNICA, Marcos Jank. Em seu discurso de encerramento do Fórum Internacional, congresso que antecedeu o principal evento voltado para o agronegócio do País, a Fenasucro&Agrocana, o executivo fez questão de ressaltar que o setor tem dialogado constantemente com o Governo em busca de ações que tornem o biocombustível feito a partir da cana mais competitivo no mercado interno.

Para o presidente da UNICA, a implementação de políticas públicas e melhoria na infra-estrutura da cadeia produtiva sucroenergética são pré-requisitos básicos para o sucesso da expansão do etanol no mercado internacional. “Seja na construção de dutos ou na adoção de regras ambientais claras, a competitividade do combustível renovável no exterior também depende da expansão competitiva do setor sucroenergético no Brasil”.

Projeto estratégico

Durante sua participação no “XIII Fórum Internacional sobre o Futuro do Etanol”, Jank teve a companhia de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, que salientou a necessidade de se “construir um projeto estratégico para o Brasil liderar o crescimento da produção de biocombustíveis e atender a demanda mundial por energia limpa e renovável.”

Além de Jank e Rodrigues, participaram da mesa Plínio Nastari, presidente da Consultoria Datagro, Alessandro Gregório, diretor de Novos negócios da CPFL Renováveis, Luciano Cunha de Souza, da Secretaria de Inovação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria de Comércio, Dietrich Klein, diretor da Associação Alemã da Indústria de Biocombustíveis (German Bioethanol Industry Association), Abhilasha Joshi, Cônsul geral da Índia em São Paulo e Eduardo Pereira de Carvalho, ex-presidente da UNICA.

Organizada neste ano pela Reed Exhibitions em parceria com a Multiplus Feiras e Eventos, que promovia o evento anteriormente, a Fenasucro&Agrocana, em sua 19ª edição, é reconhecida como uma das mais importantes feiras mundiais do setor sucroenergético. O evento tem números exuberantes: 450 expositores são esperados para esta edição, incluindo os principais fabricantes de equipamentos, produtos e serviços voltados para a indústria da cana. Eles vão ocupar um espaço de 45 mil metros quadrados, que este ano deve receber mais de 30 mil visitantes ao longo dos quatro dias do evento.

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