22 de junho de 2015

Nos dias 16 e 17 de junho aconteceu em Londres (Inglaterra), o ‘Sustainable Sugar Forum’, o seminário, que tem como objetivo principal debater as oportunidades comerciais da implementação de iniciativas de sustentabilidade na indústria do açúcar e seus aspectos práticos, reuniu aproximadamente 80 participantes, entre eles especialistas, executivos e representantes de empresas e entidades ligadas ao setor.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que desde 2008 mantém uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover a imagem do etanol brasileiro de cana como energia limpa e renovável no exterior, também marcou presença no fórum.

A assessora para Assuntos Internacionais da Presidência da UNICA, Géraldine Kutas, participou do painel de abertura, onde também estavam o diretor Executivo da International Sugar Organization (ISO), Jose Orive, e a diretora-geral da European Association of Sugar Producers, Marie-Christine Ribera.

Em sua apresentação, Jose Orive fez questão de destacar que as empresas do setor sucroenergético que investiram em sustentabilidade estão passando melhor pelo período de crise do que as demais. Ele também chamou a atenção para a importância da produção diversificada, ou seja, dividir os riscos de investimento entre produtos diferentes, como é o caso do etanol e da bioeletricidade. Orive também disse que a América Central recentemente foi citada pelo Banco Mundial como a primeira região no mundo para a produção e uso de energia renovável. O executivo lembrou que a hidroeletricidade é muito importante nestes países, mas a energia proveniente do bagaço é significativa.

Já Géraldine Kutas, da UNICA, focou sua apresentação nos programas de sustentabilidade da cana no Brasil. Ela mostrou aos participantes que a preocupação com o meio ambiente faz parte de um plano nacional que inclui tanto o setor público como o setor privado e até os sindicatos. Kutas também destacou que, apesar da crise do setor, as empresas continuam apoiando e implementando projetos de sustentabilidade. Citou o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar e o Novo Código Florestal como exemplos de legislação, além do Protocolo Verde e o Protocolo Tripartite sobre melhoramento das condições de trabalho no setor da cana como modelos de cooperação entre os setores público e privado.

Por fim, a representante da UNICA falou de atividades do setor privado, como o RenovAção, projeto de requalificação profissional de trabalhadores rurais da cana-de-açúcar, que vem complementar uma iniciativa pública-privada, e o sistema de certificação exclusivo para a cana e suas questões ambientais, o Bonsucro.

“Hoje, aproximadamente 40 usinas são certificadas pelo Bonsucro no Brasil, o que representa um volume equivalente a 10% da produção total de açúcar e etanol do País. Isto é muito mais do que o mercado está pedindo e demonstra claramente o compromisso do nosso setor com a sustentabilidade,” finalizou Kutas.

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