11 de dezembro de 2019

Centenas de pessoas, entre representantes de governo, da sociedade civil e empresários, do Brasil e do exterior, participaram, na noite de terça-feira (10), do lançamento oficial da campanha Bring Back My Blue Sky, promovida pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). O Brazil Day by UNICA na COP 25, realizado em parceria com a Embaixada Brasileira em Madri, teve como objetivo apresentar os resultados positivos do uso do etanol no Brasil para a redução das emissões de CO2 e na melhoria da qualidade do ar. A participação da UNICA faz parte do projeto setorial com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

“Trabalhamos a sustentabilidade como negócio. Nos convertemos em um dos maiores serviços de redução de emissões de CO2 do mundo, já que o etanol pode reduzir as emissões em até 90% em comparação à gasolina. No Brasil, este ano, o etanol já substituiu 48% da gasolina que consumiríamos. Estamos também participando como atores principais em uma revolução da qualidade do ar em nossas principais cidades. Há décadas, em São Paulo, nos roubaram o céu azul pela poluição, como resultado especialmente da queima de combustíveis fósseis. O etanol contribuiu para o retorno do azul ao céu brasileiro. Queremos fazer o mesmo para as cidades que agora sofrem as graves consequências da poluição”, destacou o presidente da UNICA, Evandro Gussi, na abertura do Brazil Day by UNICA.

Matriz energética

O Brasil tem a matriz energética mais limpa entre os grandes consumidores globais de energia. Pouco mais de 45% da energia produzida no país é renovável. Para se ter uma ideia, esse percentual representa mais que o triplo da média mundial, e a cana-de-açúcar é a principal fonte de energia sustentável do país, responsável por 17,4% da matriz energética nacional.

“Enquanto o mundo discute, hoje, transição energética, nós, na realidade, iniciamos essa transição há mais de 40 anos. Temos a matriz considerada a mais limpa do mundo e vamos continuar. Principalmente, não só porque temos condições, mas porque acompanhamos a evolução do mundo”, ressaltou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque na abertura do evento.

Segundo o embaixador do Brasil na Espanha, Pompeu Andreucci Neto, as características naturais do Brasil o transformam em uma referência ambiental. “Temos a maior biodiversidade do mundo, a maior floresta tropical e 12% das reservas de água do planeta. O Brasil é um dos únicos países em desenvolvimento que tem um objetivo absoluto de redução das emissões, mais ambiciosos, inclusive, que o dos países desenvolvidos”, pontuou o embaixador.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, lembrou que os combustíveis fósseis continuam sendo os principais responsáveis pelas emissões de CO2 e que temos, no Brasil, o etanol como o exemplo de combustível renovável para o mundo.

“Somos um país que temos muito do que nos orgulhar e parte desse orgulho vem do que aconteceu no estado de São Paulo. Etanol é o nosso carro-chefe de biomassa e sustentabilidade. São Paulo, por sua vez, é o berço do etanol, onde a mecanização nas lavouras possibilitou a extinção das queimadas. Isso contribuiu para que milhares de pessoas fossem requalificadas, um exemplo de mudança social. Mudança que também queremos para a Amazônia” disse Salles.

Acordo de São Paulo

Também nessa terça-feira, o estado de São Paulo formalizou o lançamento do chamado “Acordo de São Paulo”, pelo qual pretende reconhecer a liderança do setor produtivo paulista nas ações de mitigação das mudanças climáticas.

A adesão ao Acordo de São Paulo, a exemplo do modelo introduzido pelo Etanol Mais Verde, é voluntária, permitindo que o interessado em aderir proponha as suas próprias contribuições para a mitigação das mudanças climáticas.

De acordo com a Diretora Presidente da Cetesb, Patrícia Iglesias, a iniciativa permitirá a identificação e o reconhecimento dos setores que mais contribuem com a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa no estado de São Paulo e destacou a importância e o protagonismo do setor sucroenergético na agenda para redução de emissões.

A coordenação do Acordo de São Paulo será desenvolvida no âmbito da Câmara Ambiental de Mudanças Climáticas da Cetesb, que será presidida pela UNICA.

Durante a participação da UNICA no evento, o presidente da entidade, Evandro Gussi, destacou as importantes contribuições já realizadas pelo setor sucroenergético paulista, desde a redução de emissões de CO2 pelo uso do etanol combustível até os novos projetos para melhor aproveitamento energético dos subprodutos da cana.

Ainda sobre o Acordo de São Paulo, as contribuições do setor sucroenergético não se limitam a redução das emissões decorrentes do etanol combustível, mas também incluem as áreas de vegetação nativa recuperadas e antecipação da eliminação da queima.

“É uma importante oportunidade para o setor sucroenergético paulista reiterar seu comprometimento com a agenda de sustentabilidade. Nossas contribuições para redução de emissões de gases causadores do efeito estufa no estado de São Paulo foram destacadas como exemplo de sucesso para o Brasil e para o mundo”, informou a gerente de Sustentabilidade da UNICA, Renata Camargo.

Projeto

A Apex-Brasil e a UNICA tornaram pública em fevereiro de 2008 uma estratégia para promover a imagem dos produtos sucroenergéticos no exterior, em especial do etanol brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados. O projeto pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol e demais derivados da cana junto aos principais formadores de opinião mundial – governos e meios de comunicação, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores.

 

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